Blog,Fotologs,You tube,Flickr,Myspace,Twiter,Facebook,revistas on-line...Essas são apenas algumas das ferramentas de comunicação que surgiram nos últimos anos e que vêm moldando um novo comportamento jovem. Com rapidez fascinante, anônimos viram estrelas de seus próprios mundos. Todos agora têm uma voz e são adorados ou criticados com a mesma ferocidade de um artista de primeira grandeza (Justin Bieber que o diga).
A moda,a arte,a música...se beneficiaram muito dessas novas mídias.
Não tem um agente? Não tem gravadora? Bota seu clipe no You Tube, mostre o seu som em uma página de MySpace,monte sua própria galeria de arte virtual,poste seus trabalhos no Flickr,crie um blog para fazer o mundo saber suas opiniões superpessoais sobre tudo...
A humanidade mudou-e jamais será a mesma-desde que as nova mídias nos tornaram presenças conectadas,em rede,em tempo integral. O mais curioso é que o treino virtual para mostrar até as próprias entranhas contagiou a vida real. Estamos porosos: os negócios e deslizes,nossas dores,alegrias e opiniões são partilhados sem constrangimentos.
Abrir a janela indiscreta não é prática só de celebridades: tornou-se ato banal.
Aquilo que antes era invisível (a intimidade,a vida interior) agora é algo que deve ser exibido nos confessionários eletrônicos e portáteis: os laptops,os Iphones etc. A sociedade confessional apagou a ideia de que privado é o oposto de público-definição feita antes de Cristo pelo pensador grego Aristóteles- e transformou em dever cívico o ato de revelar o íntimo (li isso na revista claúdia do mês retrasado).
O que configura o dilema atual é a medida da exposição ai surgem as seguintes perguntas: Não precisamos mais de privacidade? Ela perdeu a impôrtancia?
Só me vem uma resposta pra essas perguntas."A privacidade existe quando a pessoa a deseja"
"Não se trata do fim da privacidade. Ela apenas vem mudando de cara."
E, se preferir mostrar-se sob o cobertozinho do anonimato,basta criar um avatar,uma representação virtual.
Assim como a carência quando alguém rompe vínculos reais,ocorre sensação de abandono ao ser desconectado por alguém.
A internet permite criar identidades múltiplas e lúdicas. Podemos ser mais seguros,menos tímidos e iguais.
O que perdemos: a simplicidade da vida. Ela se encolhe diante da complexidade humana que se expande nas redes sociais.

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