segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dessas mulheres...

Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim. Por uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim. E, se tiveres renda, aceito uma prenda, qualquer coisa assim. Como uma pedra falsa, um sonho de valsa ou um corte de cetim. E eu te farei as vontades, direi meias verdades, sempre à meia luz. E te farei, vaidoso, supor. Que é o maior e que me possuis. Mas na manhã seguinte, não conta até vinte, te afasta de mim. Pois já não vales nada, és página virada, descartada do meu folhetim.
(Mulher objeto aqui não, nego,aqui o buraco é mais embaixo).



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